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gt da visita ao inferno

gt da visita ao inferno
>não me lembro quando
>só lembro como
>eu tinha discutido com minha mãe
>ela estava muito brava
>gritando do banheiro
>eu deitado no sofá da sala
>gritando com ela também
>ela estava com o secador de cabelo ligado
>a porta do quarto dela estava aberta
>luz acesa
>dava pra ver a luz bem claramente pelo corredor
>o secador desliga
>ela dá um berro
>a luz do quarto se apaga
>a forte luz amarela que estava no corredor foi substituída por uma luz vermelha e fraca
>fico em pânico, mas tento me acalmar
>afinal sou ateu
>isso não poderia ser nada sobrenatural
>com certeza tinha uma explicação científica
>ao menos eu achava que tinha
>começo a sentir uma presença junto a mim
>NÃO. ISSO É ALGO DA MINHA CABEÇA
>eu gritei
>nesse instante eu apaguei
>ao acordar estava amarrado numa Cruz
>sem roupas
>meu corpo todo ardia
>estava todo arranhado e machucado
>QUE PORRA TÁ ACONTECENDO AQUI?
>exigi uma explicação
>não tive resposta
>quando eis que surge
>dois seres
>estão na sombra
>não consigo definir a aparência deles
>um deles sai da sombra
>era uma mulher
>uma linda mulher
>exceto por dois detalhes
>chifres
>ela tinha chifres
>asas
>asas negras cobertas pelo que parecia sangue
>penso que aquilo só poderia ser um sonho
>demônios não existem
>eu não acredito nisso
>o que eu não acredito não pode me fazer mal
>ou será que pode?
>obtive a resposta pra essa pergunta naquele dia
>e sim
>o que você não acredita pode te fazer mal
>ela começou a me beijar
>enquanto acariciava meu pênis com a mão
>eu estava excitado
>porém com medo
>ela começa a chupar meu pênis
>que sensação deliciosa e amedrontadora
>começo a gostar daquilo
>NÃO
>EU NÃO POSSO GOSTAR DISSO
>EU QUERO IR PRA CASA
>ela começa a chupar minhas bolas
>aquilo seria muito delicioso
>se não fosse tão amedrontador
>se eu não estivesse quase me cagando de medo
>não sabia o que fazer
>o medo tomava conta da minha mente
>ela Morde minha bola direita
>VADIA
>eu grito
>aqueles dentes... Ah.. Aqueles dentes
>dentes afiados como navalha
>arrancaram minha bola
>ela engole
>parece ter gostado muito disso
>mas eu não
>eu estava morrendo de dor
>chorando
>queria acordar
>algo assim não pode ser mais nada além de sonho
>foi o que eu pensei
>mas não era
>as sensações
>a dor
>tudo era muito real pra ser um sonho
>eu chorava de dor e ódio
>muito sangue caia
>mas eu não morria
>não entendia isso
>tudo isso só pra me ver sofrer?
>resolvo ir contra tudo que acredito
>resolvo ir contra a ciência
>dou um grito
>SATÃ, VOCÊ ESTÁ AÍ? É VOCÊ QUE ESTÁ FAZENDO ISSO COMIGO?
>nada
>um silêncio
>eu começo a chorar mais ainda
>a criatura que estava na sombra dá três passos a frente
>consigo vê-la
>alta. Muito alta
>deve ter quase dois metros e meio
>asas douradas com listras pretas
>e sangue
>muito sangue em suas asas
>não possuía chifres, e sim uma coroa
>uma linda coroa negra
>porém brilhava
>tinha um brilho próprio
>Fernando, trinta e sete anos, milionário, engenheiro, morava com a mãe, com a mulher e com dois filhos, uma menina de oi...
>interrompo ele e pergunto que diabos está acontecendo e porque eu estava lá
>diz que se eu interromper ele novamente ele arranca minha outra bola e me faz engolir
>me calo
>ele continua
>"uma menina de oito anos e um menino de seis."
>diz que agora posso fazer as perguntas que queria fazer
>ele responde com um sorriso sádico "Você morreu, por isso está aqui"
>pergunto porque diabos eu estava lá, por que não fui julgado e já fui direto parar no inferno
>ele diz que não é algo fácil de se explicar, diz que meu corpo ainda está vivo e está num hospital
>diz que minha alma está sendo julgada
>mas conseguiu permissão pra brincar comigo enquanto o julgamento acontece
>começa a ler uma ficha
>estupros
>assassinatos
>ele está lendo meus crimes
>estou ferrado...
>orgias
>ganância
>drogas
>infidelidade
>ele diz que tive uma vida cheia de luxúria
>e pergunta se eu sei quem ele é
>digo que não faço idéia
>ele diz que se chama Asmodeus
>e é um dos sete príncipes do inferno
>diz que representa o pecado da luxúria
>e que como ocupa tal cargo foi fácil conseguir permissão pra brincar comigo
>pergunto porque ele fez isso
>porque quis me torturar
>ele responde que não tem um porque
>que ele tem poder e faz o que quiser
>enquanto eu sou um mero nada
>não importa o quão influente eu tenha sido em vida
>no céu ou no inferno eu não sou nada
>sou apenas um brinquedo na mão dele
>pergunto o que ele vai fazer comigo
>se pretende me matar
>ele sorri e diz que não se mata um morto
>e completa dizendo que eu estou ali para sofrer e ser torturado não para morrer
>e serei torturado pela eternidade dos anos
>eu estava chorando de medo
>eu realmente estava na mão de um demônio
>um demônio de alto nível
>UM DOS PRÍNCIPES DO INFERNO
>e isso não era um sonho
>isso era real
>pergunto o que aconteceu com meu corpo
>ele diz que meu corpo na UTI de um hospital
>sendo mantido vivo por aparelhos
>fiquei com mais medo ainda
>COMO ISSO PODE SER VERDADE?
>eu estava ali
>acorrentado numa cruz
>as dores
>era tudo real
>aquilo mexia com minha cabeça
>eu estava extremamente confuso
>só queria que aquilo acabasse
>só queria sair dali
>se eu soubesse que aquilo ia acontecer
>ia ser tudo diferente
>não ia trair minha mulher
>nem brigar com minha mãe
>eu seria uma boa pessoa
>começo a me debater
>eu não queria aquilo
>queria minha vida de volta
>queria uma chance de mudar tudo
>Asmodeus saca uma espada
>O que você vai...
>antes que eu consiga completar a frase ele corta fora um dos meus braços
>grito
>grito igual nunca na vida
>aquela dor
>ATÉ HOJE EU SINTO AQUELA DOR
>foi horrível
>aquela demônio que estava com ele
>que creio ser uma succubus
>lambia meu sangue
>com o maior gosto do mundo
>sentia prazer em chupar meu sangue
>ela enche a boca com meu sangue
>e beija minha boca
>jogando meu próprio sangue dentro da minha boca
>aquilo foi horrível
>eu queria morrer
>DEUS
>SE VOCÊ EXISTE, ME TIRE DAQUI
>eu gritei o mais alto que pude
>Asmodeus responde com um sorriso sádico e uma voz arrepiante
>"Deus? Deus aqui não tem poder. Aqui EU sou Deus."
>ele começa a recitar algumas palavras que não entendi
>e regenera meu braço e minha bola
>pergunto porque ele fez isso
>ele diz que fez simplesmente para poder arrancar outra vez
>enfia a espada no meu peito
>acerta meu coração
>aquilo queimava
>aquela sensação era horrível
>eu pedia a morte
>eu não aguentava mais isso
>só queria que tudo voltasse a ser igual antes
>ou então que eu morresse de uma vez
>mas isso não ia acontecer
>eu estava lá pra sofrer
>pra pagar por meus crimes
>aceito esse fardo
>aceito que vou passar o resto da eternidade lá
>sendo torturado
>e assim foi
>por seis longos meses
>ele arrancando meus membros e os regenerando
>eu sofria muito
>mas não podia fazer nada
>eu estava condenado
>fadado a ser torturado por tudo que fiz
>até que
>seis meses depois
>ouço uma voz
>tinha uma coroa vermelha como sangue
>era outro príncipe do inferno
>Azazel..
>foi esse o nome que Asmodeus disse
>ele disse que tinham chegado a uma conclusão quanto a mim
>que o julgamento de minha alma tinha acabado
>ele disse isso e me olhou com um sorriso sádico
>e um olhar que perturbaria até mesmo o mais frio dos homens
>disse que ou eu morria
>ou toda minha família morreria
>e mandou eu fazer a escolha
>fiz o que era mais óbvio >
escolhi que eu ficaria vivo
>porque diabos eu tinha que morrer?
>que morram eles.
>Azazel pediu para Asmodeus sair da sala
>Asmodeus saiu
>Azazel pegou uma faca
>fez sair fogo de sua mão
>aqueceu a faca
>a faca tinha um símbolo estranho
>e a letra A escrita com o que pareceu sangue
>o fogo cessou após alguns segundos
>ele fez um corte em sua mão
>fluiu um líquido negro
>banhou a faca nesse fluido
>e a enfiou no meu peito
>atingindo meu coração
>eu berrava de dor
>aquilo parecia ter afetado meu espírito
>embora fosse apenas minha alma que estava lá
>as dores sempre eram parecidas com dores físicas
>aquilo foi algo mais doloroso
>uma dor espiritual
>ainda com a faca em meu peito
>começou a recitar algumas palavras
>"... Medrauga oreneg essed airotsih avon ierart everb me..."
>após recitar essas palavras
>eu sentia tudo queimar
>meu corpo todo queimar
>minha alma queimava
>tudo doía e queimava
>ele me deu um beijo na boca
>e disse que estava consumado
>o pacto mestre-servo
>eu me tornei SERVO de Azazel
>ele era meu mestre
>eu devia obediência a ele
>esse foi o preço por ficar vivo?
>não >ainda dava pra ficar pior
>a primeira ordem dele foi que eu matasse minha mulher e filhos
>e oferecesse minha mãe em sacrifício à ele
>eu não queria fazer isso
>mas não tinha escolha
>eu acordei no mundo real
>com o mesmo símbolo da faca marcado em meu peito
>aquilo tudo foi real
>eu realmente era um servo de Azazel
>saí do hospital no mesmo dia
>cumpri o que ele mandou
>matei minha mulher e meus filhos
>e ofereci minha mãe em sacrifício à ele
>depois de vários assassinatos e sacrifícios
>ele me deu uma ordem
>ordem para que em todas as casas que eu fizesse
>não sei se eu tinha falado antes, mas sou um engenheiro civil
>em todas as casas que eu fizesse
>teria que colocar uma maldição
>para que Azazel e seus servos
>tivessem livre acesso à casa
>assim podendo se alimentar da energia vital de todos lá dentro
>então, meu amigo
>cuidado com onde você vai morar
>pois eu posso ter construído essa casa
>e você pode acabar sendo oferecido em sacrifico à um demônio

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